No clássico entre Benfica e Sporting, foram as águias que levaram melhor. Numa partida ainda com cheiro a UEFA CUP, os pupilos de Paulo Fernandes foram aqueles que cometeram menos erros defensivos e acabaram por sair triunfantes. Destaque no Benfica para o crescente momento de Diece, está cada vez melhor e marcou um golão, que na altura deu a primeira vantagem encarnada do jogo. 4-2 foi o resultado final com a partida a ficar também marcada por dois ligeiros casos em dois golos, um para cada lado, mas já lá iremos.
Com o jogo tão próximo dos grupos de Elite da UEFA CUP, viram-se as vantagens e desvantagens adjacentes desse facto. Do lado positivo, o ambiente que se viveu e o arranque oficial da candidatura por parte da FPF (com o apoio de ambas as equipas), à organização da final-four. Do lado menos bom, algum cansaço que levou a um menor discernimento e no caso do Sporting, levou mesmo a muitos passes falhados e erros que originaram golos.
Mas vamos por partes, o encontro até começou com um ritmo agradável, com os velhos rivais a assumirem o jogo pelo jogo. Os golos apareceram cedo e Pedro Cary foi o primeiro a encontrar as redes. Bom o remate cruzado de ângulo apertado batendo Vítor Hugo com a bola a embater no poste antes de entrar. Os encarnados chegariam ao empate pouco depois, com Leitão a ficar mal na fotografia. Passe errado do Pivot do Sporting, com Davi e Diego a combinarem bem para um remate frontal de Davi que bateu João Benedito.
O equilíbrio era a nota dominante e naquele que era o primeiro derby «pós-ricardinho» outro mágico parece querer aparecer para desequilibrar. Diece arrancou um momento de fantasia, a fazer lembrar claramente o seu antecessor, agora em terras japonesas. Transição rápida, Diece passa por Marcelinho e depois à saída de Benedito pica-lhe a bola por cima com esta a entrar junto ao ângulo. Um momento soberbo de um jogador que ganha cada vez mais espaço na Luz.
Com o 2-1 vieram os casos do jogo. No minuto seguinte o Sporting chega a nova igualdade, numa boa triangulação, mas Cardinal na zona de pivot parece fazer falta sobre Pedro Costa. Na repetição do lance, fica a ideia que Cardinal está a agarrar o capitão encarnado, que fisicamente foi incapaz de discutir o lance. O autor do golo foi Marcelinho que só teve de encostar a passe de Alex. A queimar a buzina para o descanso foi a vez de o Sporting protestar um golo. O lance envolve Gonçalo Alves que à saída de Benedito, entra ao lance com o pé levantado, fazendo jogo perigoso. O Árbitro nada assinalou e a bola só parou no fundo da baliza. São dois lances que a dupla de arbitragem parece ter errado...
Na segunda metade sentiram-se os efeitos de 4 dias desgastantes para os dois conjuntos. A qualidade baixou e o futsal pensado (por parte de duas das quatro melhores equipas da Europa), foi desaparecendo, dando mesmo lugar em alguns períodos a «correrias» de um lado para o outro.
Destaque neste segundo tempo para a estreia do jovem Gonçalo em derbys. O guardião substituiu o lesionado João Benedito e esteve mesmo em bom plano. Contudo e apesar de algumas boas defesas Gonçalo foi impotente no lance que deu o 4º golo encarnado. Diego foi o autor do tento numa recarga a um lance que ele próprio iniciara.
Com uma desvantagem de dois golos, Orlando Duarte apostou no 5 para 4 e apesar dos leões estarem bem na fase de construção, faltou invariavelmente a entrada na ala contrária e com isso os momentos de finalização.
Para a história fica a primeira vitória de Paulo Fernandes do lado dos encarnados, ao passo que para Orlando este que foi o seu primeiro derby sai marcado com a derrota. Próximos capítulos desta velha rivalidade vão passar certamente pela final four da maior competição europeia de clubes.

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