Futsal 140 - Dando prosseguimento ao que observamos no último Mundial de Futsal, jogado na Tailândia, espero que a conquista sirva para olharmos com mais atenção, a qualidade do futsal brasileiro. Claro que nos falta um calendário mais organizado, mas falta a maioria dos "observadores", observar que a nossa Liga Futsal, já perto da vigésima edição, (começou em 1996, com 10 equipes - eu estava lá na GM de SP) é, de longe a mais competitiva do mundo. Falo dos jogos dentro da quadra.
Claro que todos conhecem os favoritos de sempre e, invariavelmente, eles estão entre os finalistas, mas qualquer jogo é uma guerra porque tem jogador de qualidade que não acaba mais, comandados por treinadores muito competentes. Neste ponto voltamos, ao fora da quadra....calendário acelerado demais ou parado demais, viagens de 700, 800 Km quase sempre de ônibus, descanso e treinamento relegados ao segundo plano, que são os problemas da maioria das equipes que disputam a liga.
Diante disso, a qualidade de dentro das quadras perde para os problemas de fora. Espero que a recente conquista da seleção, anime mais patrocinadores a organizar melhor suas equipes porque este jogo reflete dentro, aquilo que se faz fora das quadras. Outra mania que temos é copiar o mundo do futebol, sem entender bem o que se passa no nosso. Diferentemente do que que acontece lá, a competitividade no futsal está nos atletas que atuam aqui no Brasil. Imitando o futebol, achamos "chique" trazer atleta de fora, quando quem decide está aqui. Já houve neste grupo vencedor na Tailândia, uma predominância de atletas que jogam aqui, em detrimento aos de fora.
Lá se treina menos, o que nem sempre significa qualidade, e tem cada jogo, que os nossos craques não precisam nem descer da "kombi" para vencer. Quem já trabalhou ou trabalha fora do Brasil, sabe que a diferença lá é a qualidade dos atletas locais, pois 2 ou 3 brasileiros sozinhos não vão ganhar campeonato. E mais, tem atleta lá que derruba treinador que chega falando em treinar 2 períodos, porque aí como é que vão passear, ir ao shopping, conhecer a Europa.......Tem atleta, que também prefere treinador que não seja brasileiro(embora oficialmente diga que sim) porque podem praticar o "façam o que eu falo mas não façam o que eu faço".
Quando vamos aprender a valorizar o que é nosso ? Já somos hepta do mundo. O que falta mais ? Saiba disso e pense nisso...
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