28 de outubro de 2012

Depois de superar desafios, Vinícius chega a mais um Mundial

Korat (TAI) - Pela segunda vez seguida na carreira, o ala Vinícius foi o escolhido para carregar a faixa de capitão da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de Futsal da FIFA. Em 2008, o jogador levantou o troféu do hexa e guiou os companheiros em quadra durante a conquista do Mundial, realizado no Brasil.

Desta vez, com 35 anos, a experiência ajuda o camisa 7 a ser uma voz forte dentro do grupo de jogadores. Mesmo assim, Vinícius afirma que o fato de ser o capitão não muda o jeito dele no dia a dia, muito menos suas atitudes.

"Ser capitão não altera minha maneira de ser nem de atuar. Só a responsabilidade a estar atento a algumas situações é que é diferente, já a capitão é uma ponte entre os atletas e a comissão técnica. Em relação a atitude e caráter, não muda nada. Eu seria a mesma pessoa, sendo ou não capitão", aponta o jogador.

Para conquistar um posto na lista final dos 14 convocados, Vinícius precisou superar diversas situações adversas durante o período que separou a Copa do Mundo no Brasil e a da Tailândia. Por isso, o ala diz que está em um momento especial da carreira.

"Chego feliz com o que está acontecendo na minha vida. Depois de ter me recuperado de uma lesão no joelho, acredito que é uma satisfação poder com quase 35 anos ter minha última oportunidade. Encaro como minha última chance de conquistar o título mais importante de um atleta do futsal. Quando você tem essa oportunidade, a motivação é máxima e a vontade maior ainda", pontua.

Fechando as portas?

Mas o torcedor brasileiro pode ficar tranquilo que, enquanto for preciso, Vinícius estará disponível para defender o país. Neste momento que antecede o Mundial o jogador segue focado para a conquista de mais um título, mas sabe que a idade começa a pesar se pensando em uma outra competição de alto nível em 2016.

"Pela idade seria a última convocação. Mas nós, jogadores, somos soldados. Não podemos negar uma chamada. Não digo que não vestirei mais a camisa da Seleção porque jamais negarei uma convocação. Só que é muito difícil, por questão de idade. Mas o pensamento agora é só no Mundial. O futuro a gente se preocupa depois", afirma o capitão.
 
Fonte. CBFS

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